Falando Sobre o equilíbrio do Sagrado Masculino e Feminino

14494_204442316359453_206018998_n
Deixe-nos imaginar a pura Deidade, privada de forma. Ela não tem sexo nem definições, ela apenas é. Os padrões metafóricos e simbólicos que aplicamos à Deidade são máscaras para nosso conforto, para nossa limitada compreensão humana. O Deus e a Deusa, o Divino Masculino e Feminino são como as mãos esquerda e direita da Deidade (falando metaforicamente, é claro). Isto mostra, imediatamente, como é difícil falar em linguagem neutra, não simbólica. Mas esta é apenas uma das muitas confusões que surgiram em nossa cultura.
De que forma as naturezas dos princípios Divinos masculino e feminino diferem? Se aceitarmos que eles são, ambos, emanações simbólicas da deidade pura, que não têm imagem nem sexo, deixem-nos classificá-las sob seus títulos: o Deus e a Deusa. Dentro desta dualidade, a unidade também é entendida: um fato que é, rapidamente, visto em simbologias espirituais em todo o mundo. A imagem usual é a de relações sexuais entre as formas masculina e feminina da Deidade, embora isso raramente seja retratado de forma tão clara na iconografia ocidental. A experiência do êxtase da sexualidade humana continua na simbologia dos deuses, porque é, talvez, a mais comum de todas – na verdade, muitas vezes, a única – experiência de não dualidade.

 541869_409197809155752_778875957_n

As religiões orientais foram as que melhor conceitualizaram essa compreensão do simbolismo do Yin e do Yang, onde o ponto preto do Yin aparece no meio-círculo branco do Yang e o ponto branco do Yang aparece no meio-círculo preto do Yin. Hindus e budistas representam Shiva abraçada a Shakti – as emanações .masculina e femininas em verdadeira relação sexual- em tanca (pintura religiosa instrutiva) chamada yabyum, como uma mandala para a contemplação sagrada: “Todos os deuses são um deus, todas as deusas são uma deusa e há um iniciador.”
Em nossa discussão sobre a Deusa, não podemos ignorar o Divino Masculino o Deus, que também tem um papel a desempenhar. Os mitos da Deusa raramente falam dela isolada de outras divindades . De forma muito simplista, a natureza primeira de Deus é a do êxtase, enquanto a natureza primeira da Deusa é a do movimento. Da mesma forma como não podemos ficar sempre parados ou sempre em movimento, nossa visão dos deuses não permanece estática nem em permanente mutação.
Uma espécie de “enantiodromia”* é vivenciada em nosso mundo – isto é, uma sucessão de opostos complementares, um dos quais permanece recessivo, enquanto o outro é o dominante para uma parte do ciclo; em seguida, as polaridades se invertem.
Elementos da Deusa – Caitlín Matthews

Disponível em: http://www.facebook.com/lua.serena/posts/365557220198813?comment_id=2259695&notif_t=like

 

magia sexual2

Nota:

  • Enantiodromia: termo usado por Jung para caracterizar que a abudância de qualquer força produz o oposto; “ir contra”; Segundo Platão: ‘tudo surge desse modo, oposto criando oposto; nos gêneros Masculino e feminino – ex: só se pode entender o conceito de feminilidade caso também se identifique o conceito de masculinidade como oposto, Jung afirma que “… conforme um indivíduo se identifica conscientemente como extremamente masculino, um conceito de extremamente feminina se forma em seu inconsciente em oposição ao seu eu masculino”. Ex2. Conflito de eu consciente extremamente mal e um eu consciente extremamente bom, um provoca o surgimento do outro (comum em neuroses agudas).
Anúncios
Esta entrada foi publicada em TANTRA. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s